Queda rápida do cabelo? Conheça a alopecia areata

Existem diversos motivos para que haja queda de cabelo. Má alimentação, estresse e tendência genética são alguns deles. Enquanto alguns podem ser revertidos ou evitados, outros são incuráveis, mas podem ser controlados. É o caso da alopecia areata.

Lembre-se de que, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, é normal perder pelo menos 100 fios de cabelo por dia. Mas você tem sofrido com uma queda brusca dos fios? As áreas rarefeitas têm formato arredondado? Então, é provável que esteja sofrendo com alopecia areata. Continue a leitura e saiba mais sobre a patologia:

O que é alopecia areata?

É uma patologia inflamatória, não contagiosa e autoimune que provoca a queda de pelos no couro cabeludo e em outras partes do corpo (barba, sobrancelha, cílios), em formatos arredondados. 

O que pode causar a alopecia areata?

Há diversos fatores que podem causar a patologia — principalmente genéticos e imunológicos ( diabetes, lúpus, vitiligo). Além disso, a interação entre esses problemas e fatores externos, como estresse e micro-organismos, pode desencadear a doença.

Por ser uma junção de problemas, dificilmente é possível descobrir a causa da alopecia. Por isso mesmo, não há uma forma de prevenção, apenas de retenção do problema.

Outro detalhe é a alopecia areata não apresenta sintomas além da queda de cabelo. Portanto, a área afetada não sofrerá com coceiras, ressecamento ou edemas. Se você estiver passando por algum desses problemas no couro cabeludo, procure um dermatologista.

Como é feito o diagnóstico?

O dermatologista pode diagnosticar apenas observando as áreas rarefeitas do couro cabeludo. Porém, em alguns casos, ele pode solicitar a biópsia da região afetada para descartar outras patologias desencadeadoras.

Existe um teste simples que pode responder se você tem ou não alopecia areata. Puxe (mas não com muita força) um tufo de cabelo de mais ou menos 60 fios. Se pelo menos 6 fios saírem, é provável que você tenha o problema.

Como tratar a patologia?

Por ser uma patologia benigna, você não tem a obrigação de tratá-la. No entanto, as rarefações podem se tornar confluentes, e o problema pode evoluir para a alopecia totalis/areata total (queda total de cabelo) ou areata universal (todos os pelos do corpo). Mas esses casos são mais raros.

O importante é que, querendo ou não tratar as áreas com alopecia, você procure um dermatologista assim que percebê-las no seu cabelo. Só assim é possível ter a certeza de qual problema está afetando a saúde do seu couro cabeludo.

Alguns possíveis tratamentos são:

  • Corticoides: os derivados da cortisona têm ação anti-inflamatória, e neutralizam os anticorpos que causam o problema. Em casos mais leves, ele pode ser aplicado por injeções, mas em situações mais graves, o tratamento costuma ser via ora acompanhado de outros imunossupressores.
  • Minoxidil: é uma substância hidroalcoólica de aplicação tópica, que promove a vasodilatação longínqua na área. Com isso, melhora a circulação sanguínea, que possibilita o nascimento de fios no local.
  • Sensibilizador: é um tratamento imunoterápico usado quando outros procedimentos não trouxeram resultados. O sensibilizador provoca uma dermatite de contato na área com alopecia, que vai substituir a inflamação da alopecia.

Viu como é possível controlar a alopecia areata? Por ser um problema que não tem cura, os tratamentos visam reverter algumas falhas e controlar os picos da patologia. Eles exigem tempo e investimento por toda a vida, além de que nem sempre o organismo vai responder como esperado.

A alopecia areata não pode ser revertida com transplante capilar, mas outras variações da patologia sim. Para entender tudo sobre o assunto, confira o guia completo sobre transplante capilar que a Fasano preparou para você!

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