Formol no cabelo faz mal?

O formol é uma substância relativamente comum em esmaltes e procedimentos de alisamento no salão. Popularmente conhecido como um conservante, ele faz com que um produto ou organismo não sofra com a proliferação de micro-organismos. Mas será que o uso do formol no cabelo, principalmente em produtos alisantes, pode ser prejudicial à saúde?

Muito comum em escovas progressivas, a substância é utilizada para alisar e manter o resultado por mais tempo. Mas talvez o preço por esse procedimento seja mais alto do que o cobrado pelo cabeleireiro — principalmente para a saúde do profissional. Neste texto, você vai saber mais sobre o uso de formol no cabelo e o que pode proporcionar à saúde da mulher:

Afinal, formol no cabelo faz mal?

Sim, principalmente quando usado em grandes quantidades. Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma norma sobre o uso da substância em procedimentos capilares nos salões de beleza. O órgão determinou que o formol só deve ser usado em pequenas concentrações para evitar danos ao organismo — tanto da cliente quanto do cabeleireiro.

Em esmaltes e fortalecedores de unha, a concentração permitida é até boa: 5%. O problema é que, na escova progressiva, o uso de formol no cabelo deve ser de, no máximo, 0,2%. E, nessa quantidade, ele não funciona como alisante.

O odor forte do formol pode causar alergias, irritações e intoxicação quando entra em contato ou é inalado em altas concentrações. Além disso, pode causar queimaduras, inclusive no couro cabeludo.

Por que o formol faz mal?

Como visto, o formol é um conservante. Por isso, sempre foi muito utilizado para conservar animais mortos e peças anatômicas. No entanto, todos os profissionais responsáveis pela manipulação da substância fazem uso de equipamentos de proteção individual (EPI) que evitem o máximo possível o contato e a inalação da substância, como óculos de proteção, máscaras, luvas e bata.

O formol, no fim das contas, prejudica mais o cabeleireiro do que o cliente, já que a substância é cumulativa. Quem é frequentemente exposto ao formol tem maior probabilidade de desenvolver câncer, pois o formol pode induzir mutações no material genético (DNA) da célula. Com isso, aumenta o risco de que surjam células tumorais.

Quais os sinais de intoxicação por formol?

  • irritação da pele (edema e descamação) e dos olhos (lacrimejamento excessivo, visão embaçada e até conjuntivite);
  • irritação das vias respiratórias, que pode resultar em edema pulmonar;
  • diminuição da frequência respiratória;
  • queda de cabelo;
  • dor de cabeça;
  • diarreia;
  • tosse;
  • enjoo.

Quando o contato é muito prolongado, o indivíduo também pode sofrer com aumento do fígado. Além disso, se a substância for inalada, vai afetar garganta, nariz, traqueia e brônquios. Em grandes quantidades, afeta a visão de maneira irreversível e, por fim, pode intoxicar de maneira fatal.

Isso significa que o formol no esmalte é perigoso? Não, porque a quantidade da substância é ínfima. Mas quem deseja evitar qualquer contato deve procurar por esmaltes tox-free. 

Já o formol no cabelo é mais perigoso.  Como a concentração sugerida pela Anvisa é insuficiente para evitar intoxicações, muitos produtos colocam mais da substância de maneira indevida. Além disso, para o cabeleireiro, o risco é indiscutivelmente maior. Não vale a pena.

Entendeu os riscos do formol no cabelo? E, como visto, a substância também pode causar tumores malignos. Mas você já imaginou que calvície e câncer de próstata podem estar associados? Entenda a relação.

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