Como é feito o transplante capilar?

O transplante capilar, popularmente conhecido como implante capilar, é um procedimento que pode resolver problemas definitivos de calvície e outros tipos de alopecia. O importante, claro, é que o indivíduo ainda tenha uma boa quantidade de fios no corpo — principalmente no couro cabeludo. No entanto, é preciso saber como é feito o transplante capilar antes de fazer a sua escolha.

A Favano prioriza a ética em todos os seus procedimentos. Portanto, quer que você conheça bem como é feito o transplante capilar. Para esclarecer todas as suas dúvidas, continue a leitura:

Como é feito o transplante capilar?

Na década de 50, o Dr. Norman Orentreich, Dermatologista de renome internacional e primeiro presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Dermatológica, descobriu que os fios da parte posterior do couro cabeludo não sofriam os efeitos da alopecia androgenética — a famosa calvície.

Além disso, quando seus folículos eram transplantados para a área calva, mantinham as características da área doadora, ou seja, não caíam mais. Foi graças a essa descoberta que o implante capilar trouxe resultados tão naturais e permanentes. 

No entanto, é preciso entender que, com o avanço dos estudos em Dermatologia e da Tricologia, o transplante capilar evoluiu e hoje não é feito apenas de uma forma. Conheça as duas técnicas utilizadas atualmente:

Foliculer Unit Transplantation (FUT)

É a técnica clássica, baseada nos estudos do Dr. Orentreich, que apresenta excelentes resultados e a que mais retira unidades foliculares, reimplantando-as de uma vez só.

Com anestesia local e sedação, o primeiro passo é obter as raízes saudáveis que serão transplantadas. Elas são sempre retiradas das partes posterior e laterais da cabeça que, como dito, não têm a genética da calvície. 

Uma faixa pode ter de 1,5 a 2 cm de largura por 25 a 30 cm de comprimento. Depois de retirada, o médico aproxima as bordas e faz uma sutura, que deixará uma cicatriz linear facilmente escondida pelos fios. Essa cicatriz não atrapalha em nada esteticamente, mas pode não ser a escolha preferida de quem deseja deixar os fios muito curtos. Além disso, diminui a elasticidade da pele da região.

Depois disso, com a ajuda de um microscópio, especialistas vão separar unidade por unidade folicular para reimplantá-las nas áreas calvas, seguindo o planejamento prévio.

É comum pensar que a técnica FUT é mais “agressiva” por deixar uma cicatriz visível enquanto os fios não crescem. No entanto, é apenas pela forma de sutura: enquanto na FUT é feita uma incisão linear e com vários centímetros de comprimento, na FUE são realizadas diversas incisões circulares com 0,8 a 1,0 mm de diâmetro.

Foliculer Unit Extretion (FUE)

É o caso em que não há a remoção de uma faixa capilar, e sim de unidades específicas. Portanto, não é preciso fazer incisões maiores, e a área doadora sofre apenas pequenas suturas. Além disso, o método não deixa cicatrizes visíveis.

Nesse método, feito com anestesia local, um aparelho com ponta extremamente pequena e lâmina circular (com diâmetro de até 1 mm) é posicionado ao redor da unidade folicular. Daí, ele entra na pele e retorna com essa unidade. Esse movimento é feito inúmeras vezes, até que se retirem unidades suficientes para cobrir a área receptora. Por isso, a FUE é mais indicada para áreas menores.

O local de onde a unidade folicular foi retirada fica com um buraco de 1 mm. Ao cicatrizar, formará uma cicatriz puntiforme. Quando os fios ao redor crescem, esse minúsculo ponto fica imperceptível até para quem usa corte de cabelo estilo militar.

Depois de obtidas, as unidades foliculares são examinadas em um microscópio. Serão separadas as que estão perfeitas para o implante. Algumas são também lapidadas. Por exemplo: quando há mais de 4 fios por unidade, ela é dividida para trazer um resultado mais natural.

Após a inspeção, é feito o transplante nas áreas calvas obedecendo o planejamento. É essencial obedecer a proporção de inclusão de unidades por área calva, para obter um resultado equilibrado e natural.

Como é feito o transplante capilar FUE com combinação de técnicas?

Antes, era necessário raspar pelo menos a área doadora para a retirada dos folículos. Hoje, com o surgimento do No Shave, não há necessidade. Além disso, com o surgimento da técnica body hair, é possível retirar unidades foliculares de diversas outras partes do corpo, como barba, pernas e tórax.

Lembrando que a unidade folicular retirada não é reposta na área doadora. Para evitar que o couro cabeludo fique ralo, é necessário preservar 5 unidades para cada uma removida. Dessa forma, a área doadora fica totalmente sem sinais de rarefação por retirada.

Viu como é feito o transplante capilar? São procedimentos simples, minimamente invasivos e com resultados excelentes. Então, se você é mulher e ainda está em dúvidas sobre sua adoção, descubra agora quando é necessário fazer implante em mulheres!

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