Qual a relação entre a calvície e a testosterona?

É cientificamente comprovado que homens têm muito mais probabilidade de desenvolver alopecia androgenética (a temida calvície) do que mulheres. Isso porque, além de uma questão genética, o problema é causado pelo fator hormonal. Sim, calvície e testosterona estão intrinsecamente relacionadas. Mas como isso acontece?

Se você é homem e já teme a rarefação dos fios, é hora de entender o motivo por trás do problema. Então, neste texto, você vai conhecer a relação entre calvície e testosterona:

O que é calvície?

A alopecia androgenética ou calvície é um problema genético que causa a redução da produção de fios. Diferentemente do que se pensa, ela não causa a queda de cabelo, mas a rarefação dos fios. O folículo piloso enfraquece e começa a produzir um fio tão fino que se torna invisível, até desaparecer de vez.

Embora seja um problema sem cura, ele pode ser contido com tratamentos, como o minoxidil, a finasterida e a dutasterida. O paciente precisa ter ciência de que, uma hora ou outra, a genética vence o tratamento, e ele para de ter resultados. No entanto, isso pode demorar décadas — é algo imprevisível. Já a região receptora de folículos por meio do transplante capilar continuará a produzir fios durante toda a vida do indivíduo. 

É importante lembrar-se de que a calvície não é uma patologia, e sim uma característica do organismo do indivíduo. Portanto, a preocupação mais séria que pode acarretar é a estética. 

Qual a relação entre calvície e testosterona?

A testosterona em si não é o problema, e sim a sua versão sintetizada. Quando a enzima 5-alfarredutase entra em contato com o hormônio, o converte em di-hidrotestosterona (DHT), uma versão bem mais potente.

O DHT entra em contato com folículos pilosos que têm o código genético para a calvície (receptores do hormônio em suas raízes), atrapalha a chegada de nutrientes e enfraquece a produção de fios. Se não for tratado, vai fazer com que os folículos parem de vez de produzir fios. Com isso, a região só voltará a ter cabelo por meio de transplante capilar.

É possível prevenir a calvície?

Não, mas o indivíduo pode retardar a chegada das falhas ou reverter algumas por meio de tratamentos. Como dito, os mais conhecidos são o minoxidil, a finasterida e a dutasterida.

Os dois últimos são inibidores de 5-alfarredutase, ou seja, diminuem a produção da enzima que transformará a testosterona em DHT.

O minoxidil atua como um vasodilatador: ele dilata o calibre dos vasos sanguíneos na região em que é aplicado, fazendo com que o sangue circule com mais intensidade. Com isso, os folículos voltam a receber nutrientes, e crescem com muito mais força. 

A finasterida é inibidor da enzima do tipo II, dura de seis a oito horas no organismo e reduz o nível de DHT em 70% quando usada na dose de 5mg/dia. Se o indivíduo parar o tratamento via oral (comprimidos), os níveis de DHT voltam ao normal 14 dias depois, e em 12 meses o resultado já será revertido ao nível de calvície anterior. 

Já a dutasterida é inibidor da enzima dos tipos I e II, dura quatro semanas no organismo,  reduz o nível de DHT em mais de 90% quando usada na dose de 0,5mg/dia. Por isso, é três vezes mais potente em inibir i tipo I e 100 vezes mais potente para o tipo II.

Por essas características, é comum que o médico receite um tratamento em que minoxidil e finasterida/dutasterida trabalham juntos.

Entendeu porque calvície e testosterona estão interligadas? Mesmo as mulheres podem sofrer do problema. Então, descubra agora quais as causas da calvície feminina!

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