Avaliação cirúrgica: quais dúvidas tirar?

Antes de passar por um procedimento operatório, o indivíduo deve fazer uma avaliação cirúrgica. Ela é fundamental para tirar dúvidas, discutir exames e avaliar se você deve ou não fazer o transplante. Mas quais as principais dúvidas do paciente na hora de conversar com o médico?

Se você vai passar pela cirurgia de transplante capilar, não se preocupe. Descubra algumas das principais dúvidas dos pacientes na hora da avaliação:

Avaliação cirúrgica: o que você deve saber

A avaliação cirúrgica é o momento em que você deve tirar todas as suas dúvidas. Esclareça algumas a seguir:

Quem pode fazer o transplante capilar?

Primeiramente, é essencial saber qual o tipo de alopecia o indivíduo tem. Para quem sofre de areata, por exemplo, o transplante não é adequado, já que os tufos de cabelo caem e voltam a crescer quando o agente causador da queda cessa. Já para a androgenética ou traumática é o melhor tratamento, já que os folículos na parte calva já estão inativos.

No geral, os candidatos a passar pelo transplante são os que têm boa condição de saúde e uma boa área doadora (regiões laterais e posterior, que geralmente não têm predisposição genética para alopecia androgenética). 

Como ocorre o procedimento?

A técnica consiste em remover unidades foliculares de uma área saudável (sem receptores de DHT, o hormônio causador da alopecia androgenética) e transplantá-la na região calva. 

Existem duas técnicas para transplante capilar:

  • FUT, em que uma faixa de couro cabeludo é retirada da parte posterior ou das laterais da cabeça;
  • FUE, em que unidades capilares são retiradas do couro cabeludo ou de outra região (barba, perna, abdome) e colocadas na área calva uma por uma.

Com o avanço tecnológico e uso de equipamentos como robês, em uma única sessão é possível transplantar até 8 mil fios.

A cirurgia é feita em hospital ou consultório, com uma equipe de 5 a 12 profissionais que podem ficar por até 10 horas no processo. O paciente recebe anestesia local e sedação. 

O cabelo de uma pessoa pode ser transplantado para outra?

Teoricamente sim, mas o indivíduo teria que tomar, pelo resto da vida, medicamentos com altos efeitos colaterais para manter esses folículos ativos. Esse risco é aceitável para um órgão vital (transplante de rim, por exemplo), mas não para o cabelo. Portanto, os fios transplantados são sempre do indivíduo, e podem ser tanto da cabeça quanto de outras partes do corpo.

O transplante capilar deixa cicatrizes?

Sim, mas todas serão cobertas após o crescimento do cabelo. Na técnica FUT, por exemplo, o paciente ficará com uma sutura linear na parte posterior ou nas laterais da cabeça. Já na FUE, as cicatrizes serão puntiformes (de no máximo 1mm) e formarão crostas, que cairão em até 10 dias.

Quais os cuidados necessários antes da cirurgia?

Três meses antes da cirurgia, o ideal é que o paciente faça massagens diárias na região doadora do couro cabeludo. A região também deve ser tratada para deixá-la sem caspas ou inflamações.

Fumantes devem ficar sem fumar durante as duas semanas anteriores à cirurgia. Além disso, é necessário ficar 2 dias sem ingerir álcool e 8 horas de jejum.

Atenção: o transplante capilar é um procedimento cirúrgico, portanto deve ser realizado por um médico. Ao falar com um especialista, procure por suas credenciais no Conselho Regional de Medicina (CRM). Nesse tipo de cirurgia, a curva de aprendizagem é alta, portanto a Favano só trabalha com médicos cirurgiões com larga experiência na área. 

Viu como a avaliação cirúrgica é fundamental? É nela que você tira diversas dúvidas sobre o transplante capilar. Então, para esclarecer outras questões fundamentais, descubra agora se o pós-operatório pode trazer complicações

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