Área doadora: tudo que você precisa saber sobre ela

O transplante capilar é o sonho de muitas pessoas que sofrem de calvície. No entanto, os candidatos obrigatoriamente precisam ter uma área doadora, ou seja, fios saudáveis que possam ser reimplantados na região calva. Mas qualquer parte do couro cabeludo pode servir para a cirurgia? O cabelo renasce na parte que doou os folículos?

Se você deseja fazer um transplante capilar, é preciso fazê-lo enquanto há uma boa densidade de fios no couro cabeludo. Então, continue a leitura e tire algumas dúvidas sobre a área doadora:

Onde os fios da área doadora costumam estar?

Depende do tipo de técnica utilizada. A FUT, que retira uma faixa de pele para dividi-la e reimplantá-la, só pode ser feita com unidades capilares do couro cabeludo. Então, os folículos capilares saudáveis e que serão utilizados ficam na faixa que compreende as laterais e parte posterior entre a coroa e a nuca. Não raramente, há unidades com mais de quatro fios que são subdivididas para gerar outras.

Já a FUE permite uma variedade maior de áreas doadoras, já que os folículos podem ser retirados de outras partes do corpo, como a barba. 

O cabelo renasce na área doadora?

Não. Os folículos capilares são as unidades responsáveis pelo nascimento e crescimento dos fios. Uma vez que foram retirados, não há mais a estrutura que faça o fio crescer na região. 

A região pode sofrer com calvície?

Só se acontecer algum trauma que possa ocasionar a queda dos fios. Do contrário, não. O médico só faz o transplante em unidades foliculares que não tem o receptor de DHT, hormônio responsável por causar a alopecia androgenética. 

Já a alopecia traumática não é causada por algo presente no organismo, portanto só poderá ocorrer novamente caso o couro cabeludo sofra alguma lesão muito grave.

Depois do transplante, a área fica careca?

Não, mas pode ficar rala em dois casos:

  • se o médico fizer a extração em uma área doadora de baixa densidade;
  • se ele retirar fios demais, causando uma alopecia traumática.

Em ambos os casos, os erros são grosseiros. O cirurgião evita esse problema fazendo a seguinte proporção: para cada raiz retirada, 5 ao redor devem ser preservadas. Dessa forma, você não tem a percepção da diminuição de densidade.

Portanto, ao fazer o seu transplante, procure por profissionais com larga experiência e cases de sucesso. 

Quais os limites da área doadora?

O cirurgião só pode fazer o transplante levando em conta a saúde dos fios. Somente unidades capilares que não sofrem de calvície podem ser retiradas. Por isso, ele faz uma demarcação de sua área de segurança, ou seja, de onde pode retirar folículos. Regiões em que a alopecia androgenética costuma aparecer, como a coroa, não são mexidas. Embora pareçam saudáveis, elas podem futuramente sofrer com o problema.

Atenção: a parte posterior que serve de área doadora fica entre a coroa e a nuca — que também pode sofrer com a calvície, aqui chamada de alopecia retrógrada.

Tirou todas as suas dúvidas sobre a área doadora? Então, é hora de saber mais sobre as possibilidades de passar pelo transplante. Entenda quais as características um candidato à cirurgia deve ter!

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